Porquê e como abordar o Web design mobile

Se há uma coisa que as agências de comunicação e os designers e programadores têm aprendido desde sensivelmente o ano passado, é que o uso da “Web móvel” está a crescer e vai aumentar cada vez mais.

Dois grandes factores para este aumento são o elevado número de pessoas que usam smartphones e outros dispositivos móveis para aceder à internet e também o facto de os principais sites de redes sociais como o Facebook e o Twitter já estarem preparados para estes dispositivos, bem como todos os sites de serviços e empresas que os utilizadores comuns mais utilizam (Youtube, Google, Gmail, etc.).

Hoje utilizam-se milhões de telemóveis, mas a experiência dos seus utilizadores relativamente ao acesso à internet através destes está de longe perto do seu potencial, isto em comparação, por exemplo, do número de computadores pessoais e a experiência dos seus utilizadores no acesso tradicional à internet.

Quem desenvolve para a Web e desenha para esta precisa de entender as técnicas que permitem aumentar a experiência de navegação na internet através de dispositivos móveis.

Ter um cuidado especial na criação de uma aplicação ou uma versão mobile é prioridade a integrar em todos os trabalhos por nós realizados. Desenhar e criar para a internet móvel é diferente de desenhar e criar para a Web dita tradicional. Na Hectare Digital já dispomos de uma adaptação e de metodologias de trabalho coesas neste sentido.

Criámos o nosso website em versão mobile a pensar na melhor experiência que podemos proporcionar a quem aceder ao nosso site através de um dispositivo móvel, e tivemos em conta alguns critérios, critérios esses que podem variar de projecto para projecto, tendo em conta as especificidades e finalidades de cada projecto.

O conteúdo móvel deve ser vocacionado para o utilizador, tal como o tradicional, no entanto, conter a informação necessária e captar a atenção é ainda mais complicado na experiência mobile.

São os ecrãs que são mais pequenos e outros factores que implicam ter-se um tratamento diferente de quando criamos para dispositivos tradicionais.

No nosso caso, como a versão mobile é apenas um complemento da versão Web tradicional, o importante foi trazer apenas a informação essencial para o mobile. Não queremos que um utilizador ao aceder via mobile ao nosso site percorra muitas páginas e dê muitas voltas até achar a informação que necessita. Aqui a satisfação imediata do usuário é o ponto fulcral.

Hoje os dispositivos móveis já são capazes de reproduzir conteúdos multimédia, mas no nosso projecto deixámos esses somente na versão web. Preferimos na versão mobile colocar apenas a nossa imagem gráfica, cores e formas semelhantes à versão standard para que assim seja facilmente associado e reconhecido.

Mas noutros projectos, a inclusão de elementos multimédia, como filmes flash do Youtube por exemplo, pode ser fundamental e importante, ou galerias fotográficas e aplicações como as do Facebook, etc.

Mas atenção! É obrigatório ter em conta que nem todos, talvez a grande maioria, dos utilizadores têm dispositivos capazes de reproduzir filmes e outros elementos. Há que manter apenas o estritamente necessário nas versões mobile, ou então oferecer alternativas para quem não consegue aceder a esse tipo de conteúdo. Nem toda a gente usa um iPhone por exemplo, nem tem uma conexão móvel estável, rápida, ou mesmo económica.

Optar pela simplicidade no mobile é assim sinónimo de usabilidade. Manter simples toda a estrutura de um site em versão mobile, bem como leve e minimalista será a opção. Ter isto em atenção, bem como o facto de alguns dispositivos não disporem de teclado real, e que ao abrirem o virtual ainda diminuem mais a visão do site, é meio caminho para se ter uma versão mobile ou uma aplicação mobile facilmente navegável e simples da parte da usabilidade.

Depois é preciso entender como funcionam os dispositivos móveis. Primeiro entender e conhecer os browsers e o funcionamento da maioria dos dispositivos mais utilizados, pois como o acesso é feito de dispositivos variados e diferentes, será necessária toda uma adaptação aos mesmos. Um aplicativo ou versão mobile de um site optimizado para o iPhone não será certamente visível num telefone Symbian por exemplo. Há que ter isso em atenção. Depois também é necessário ter em conta as resoluções de ecrã dos vários dispositivos móveis.

Para uma melhor navegabilidade deverá optar-se por ter entradas simples e artigos clarificados e curtos, utilizar botões, métodos de selecção e evitar as caixas de entrada de texto sempre que possível.

Uma maior eficiência obtém-se com a utilização de atalhos para tarefas necessárias como acontece por exemplo com o Gmail mobile. Os atalhos simplificam a navegabilidade pelo facto de o ecrã e teclado serem menores.

Quando a aplicação tem várias opções e funcionalidades, deverá ser dada a hipótese de activar ou desactivar certas funcionalidades, e na maioria dos casos deverá dar-se opções ao utilizador de alterar tamanhos de letra e fundos por exemplo.

Não há nenhuma razão para que a Web móvel não seja tão interactiva como é a Web dita tradicional. No entanto há que ter em atenção as condicionantes, os aspectos e directivas anteriormente citadas.

Haveriam mais ideias a ter em conta, ou algumas destas até podem ser um pouco supérfluas mas é isso que queremos que partilhe connosco, para assim chegarmos juntos a outras conclusões e analisar o desenvolvimento da Web Mobile. Gostaríamos de obter mais opiniões e pontos de vista que ajudem na criação e implementação de projectos para a Web móvel. Existem outros pontos de vista e outros aspectos igualmente importantes a ter em conta para um melhor design mobile. Deixe-nos a sua opinião nesse sentido. Obrigado!

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